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As Proptech à Conquista do Mercado Imobiliário em Portugal

proptechA tecnologia já transformou os modelos de negócio de praticamente todos os sectores. A banca, os seguros ou a gestão de património não foram imunes a estas mudanças. Fruto da união com a tecnologia, surgiram as chamadas fintech, insurtech ou wealthtech, dispostas a revolucionar a respectiva indústria. Mas o sector imobiliário não ficou atrás e as proptech também chegaram para ficar. Nos últimos anos houve mesmo um grande aumento de empresas nesta área. Hoje superam já as 2000 em quase todo o mundo, segundo um estudo realizado pela Universidade de Oxford.
Este é um sector em constante mudança graças à evolução do ecossistema digital, alterando hábitos de consumo e de compra, neste caso, de casas. Apesar das proptech serem já uma parte intrínseca da transformação digital, as características deste tipo de imobiliárias deverá evoluir com as novas tecnologias e não podemos ignorar as tendências que terão impacto no mercado imobiliário.
Também em Portugal o mercado está a começar a entrar nesta nova tendência e já existem algumas empresas a operar no mercado como a Housefy. Se quiser saber como vender a sua casa com a Housefy basta aceder ao respectivo site e ficará certamente surpreendido com a facilidade e os custos inerentes à venda, comparativamente às imobiliárias tradicionais.
Mas o acesso aos dados e à sua gestão é o maior desafio actual para as proptech. Por isso, o Big Data será uma das grandes tendências em proptech num futuro próximo. No entanto, há muitas outras coisas a que o mercado imobiliário terá de prestar atenção.
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Principais tendências e desafios das proptech

Num estudo recente realizado pela KPMG, 93% dos inquiridos declararam estar de acordo com a seguinte afirmação: “As imobiliárias tradicionais devem aliar-se com as proptech para se adaptarem ao ecossistema global em constante mudança”. Destes dados depreende-se que as proptech serão o motor de mudança do mercado imobiliário.
Por essa razão, as novas tendências e tecnologias marcarão e modificarão todo o sector imobiliário num futuro não muito distante.
  • Big Data e Machine Learning: Como referimos, a gestão dos dados é um dos grandes desafios que se apresentam perante as proptech. A tecnologia do futuro, o Big Data, possibilitará uma maior segmentação dos dados, de forma a tornar os estudos sobre o mercado imobiliário mais precisos e para ajudar (por exemplo) a fixar de forma mais precisa os preços de venda das casas numa determinada zona, e a analisar as tendências de mercado. Vai-se assim poder tirar partido da enorme quantidade de dados de que dispomos nesta era digital: geolocalização dos imóveis disponíveis, dados demográficos, etc. Em relação ao machine learning, será a aplicação da Inteligência Artificial mais eficiente no sector imobiliário. A IA deverá conseguir criar sistemas com capacidade para aprender sem ajuda externa, através de algoritmos, ajudando assim a melhorar e tirar partido da gestão de dados.
  • 5G: A expansão do 5G nas cidades (ou pelo menos nas principais cidades) melhorará a conectividade, o que inevitavelmente irá alterar os novos negócios digitais, entre os quais as proptech. Também significa que as estruturas dos edifícios e casas terão que se adaptar a estas novas necessidades de conectividade. Relacionado com isto e com a Internet das Coisas, chegarão as smartcities, os smart buildings… A conectividade imediata capaz de suportar grandes volumes de dados marcará o futuro.
  • Blockchain e transacções online: Se, enquanto compradores, já procuramos toda a informação relativa à compra de casa na Internet, então faz sentido que a outra parte do processo (a contratual e económica) também comece a entrar na via online. A tecnologia blockchain deverá trazer uma maior transparência nestas transacções e reduzir o número de intermediários.
  • Space-as-a-service: Não é uma nova tecnologia, mas uma tendência de mercado. Trata-se de novos modelos de negócio, imóveis virados para o co-working, onde as empresas terão tudo o que é necessário para poder trabalhar. As proptech estão a ter um impacto especial neste âmbito, pelo que o auge do space-as-a-service será uma boa notícia para estas empresas.
  • Novos modelos de negócio na construção: As imobiliárias proptech não só deverão evoluir na forma de negócio ou nas transacções, mas também na construção. Se olharmos para o mercado norte-americano, por exemplo, temos boas perspectivas de futuro neste sentido. Ali existem já empresas como a Rhumbix, uma plataforma que coloca recursos à disposição das empresas de construção a partir das novas tecnologias. O objectivo é reduzir a papelada e a gestão dos dados de campo durante a fase de construção das casas de uma forma mais produtiva.
O resultado será que as proptech representarão uma melhoria substancial na experiência dos usuários, e consequentemente dos potenciais compradores.

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