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Estar Endividado. Consequências e Críticas!

endividadoJá passou pelo pensamento de quase todos nós, mas será que sabemos mesmo o que é a vida de uma pessoa endividada? Como é estar sempre endividado?
Uma pessoa endividada é alguém que por motivos não premeditados entrou em ruptura financeira, que posteriormente vem as moras no Banco de Portugal e cada vez mais é difícil parar a tão conhecida efeito “Bola de Neve “. Muitas pessoas juram a pés juntos que nunca estariam numa posição destas, mas na minha humilde opinião para se ter de um momento para o outro problemas bancários, é só estar vivo!
Sim leu bem, de um momento para o outro o desemprego bate-nos à porta, e hoje em dia é o que mais se lê nos jornais e vê-se nos noticiários, empresas a despedirem e a entrarem em insolvência.
O que faria perante uma situação destas? A primeira ideia é que rapidamente se vai encontrar outro emprego, mas será bem assim? Garanto-lhe que não é tão fácil como parece!
Existe muitos anúncios nos jornais e em sites de anúncios, mas grande percentagem deles são “anúncios falsos”, isto é, as empresas de trabalho precisam de justificar gastos e têm certos acordos com sites e jornais para colocarem lá os anúncios, mas que obedece a um X por mês ou ano para ter direito a esse valor especial, logo não tendo anúncios reais de trabalho, colocam anúncios antigos a ganham currículos nas suas bases de dados.
Fora estes anúncios e os que nem ordenado fixo oferecem (comissões) sobram muito poucos, e sendo dezenas ou centenas a responder ao mesmo anúncio a hipótese de ficar com o lugar é muito reduzida.
Outra das causas de muitos endividados é a doença súbita, quantas pessoas não conhecemos que de um momento para o outro ficaram com doenças graves e incapacitados para o trabalho? Pois é… e não é da baixa que são cerca de 60% do valor de contracto (e muitos têm no contracto o ordenado mínimo) que se consegue sobreviver!
Não posso também deixar aqui de referir que as separações também é uma das principais causas, basta pensarmos por um minuto (para aqueles que são casados ou vivem em união de facto) o que seria das despesas se repentinamente fosse só você a pagar as contas.
Após estes três pontos/causas das dezenas que existem, penso que é altura da sociedade em geral saber lidar com famílias que estão a passar por um sufoco financeiro. O que quero dizer com isto é que existe muita discriminação para quem tem problemas bancários, e as próprias entidades financeiras não ajudam em nada, pois para se chegar a um acordo para uma renegociação de créditos a possibilidade de sair de lá com uma resposta afirmativa é bastante baixa.
Deveria existir mais bom senso, lidar menos com números e mais com o coração/pessoas, pois famílias nestas condições tendem-se a degradar-se no seu seio familiar, existindo discussões e mau estar por causa das dívidas.
Além de criar mau ambiente nas famílias (e lembro que maioria delas existe crianças) há também vários casos de suicídio devido a dívidas, pessoas que já não aguentam a pressão dos credores e críticas que até muitas vezes vêm da própria famílias e amigos, pessoas que por vezes se conhecem há anos e de um momento para o outro afastam-se como de um doença perigosa e contagiosa se trata-se- acreditem não se pega!
Este artigo é direccionado principalmente para aqueles que criticam de “boca cheia” que não se deveria ter “mais olhos que barriga” e que se quando não tem dinheiro não se gasta aquilo que não se tem.
Mas será bem assim? Penso que muitos já mudaram de ideias lendo o que acima foi escrito, mas para aqueles mais convictos das suas ideias, hoje em dia para se ter algo na vida ou se ganha fortunas (o que são muito poucos) ou se trabalha e com o auxilio do crédito vai-se tendo as “nossas coisas”, senão quem conseguiria comprar uma casa sem recorrer ao crédito? Juntando dinheiro?
Mesmo só tendo um crédito habitação e ter o azar de acontecer uma das situações acima referidas é o suficiente para a vida mudar completamente. Quando tudo corre bem não nos falta amigos, bancos, ajudas… mas quando tudo corre mal contam-se pelos dedos com aqueles que podemos contar. O bom disto é que é nestas alturas que vemos quem realmente são as pessoas.
Pense no assunto, se é daquelas pessoas que costuma criticar… não o faça, tente ajudar se puder, e quando digo ajudarem um simples gesto de apoio ao invés de critica é o suficiente para dar aquela força extra por quem está a passar por dificuldades.
Já basta para quem está a passar por estas dificuldades não conseguir honrar os seus compromissos e ter diariamente a pressão dos credores com ameaças de penhoras. Na minha opinião certas penhoras como a de recheio de habitação são puramente desumanas, levar recheios de casas que não sejam de luxo a pessoas que estão com problemas de dinheiro é o mesmo que vermos uma pessoa a afogar-se e tirarmos-lhe a bóia.
É preciso urgentemente mudar mentalidades.
Lembre-se que a vida dá muitas voltas.
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