crédito bancário

Crédito Pessoal – Qual o Melhor Banco?

crédito bancárioDesengane-se, caro leitor: não lhe vou revelar que o banco X é melhor que o banco Y. Que deve optar por este ou por aquele. Não vou fazer publicidade gratuita a produto nenhum de nenhuma instituição de crédito. Aliás, compete sempre ao cliente avaliar os dados disponíveis e, em conformidade com eles, decidir a melhor via por onde enveredar, a melhor travessia , o melhor desvio para ultrapassar o terrível Cabo das Tormentas do mundo do crédito.
(Aqui, serão apenas indicadas algumas das principais – e fundamentais – dicas para lidar com a solução inevitável e de último recurso do crédito pessoal).
Já somos tão assolados por débitos na nossa conta bancária que créditos (sem débitos) seriam o desejável. Há que pagar a conta da eletricidade, do gás, da água, do condomínio, do telefone, do telemóvel, da internet, da renda da casa ou da prestação mensal da casa… que diríamos plenamente de acordo com o poeta: “Não, não vou por aí!” Mas parece não haver opção a estas modernices, tornadas indispensáveis ao ser humano. E torna-se num grave perigo, num mortal engano as palavras doces: “ … e tudo isto apenas pela prestação mensal de … €!” Pois é, mas à conta deste trautear, vamo-nos afundando, felizes e contentes, impávidos e serenos, até compreendermos o logro em que nos enfiamos, se não tomarmos as rédeas da nossa vida.
Primeiro, reflita: “Preciso mesmo disto? É indispensável? Não posso prescindir disto?” E, se em vez de possuir “n” canais de televisão, por que não aderir ao serviço gratuito de empréstimo domiciliário da biblioteca da sua área de residência? Ler “aquele” livro, ouvir “aquele” CD, ver “aquele” filme em DVD… A sua cultura geral agradecerá e diminuirá, seguramente, as suas despesas!
Toda esta ladainha para lhe lembrar que deve evitar contrair créditos, que não o deve fazer a não ser que seja absolutamente necessário. (e, às vezes, é!) Lembre-se: seja sensato e positivo; as coisas mais simples são sempre as mais belas. O sol quando nasce (e brilha) é para todos … e não é preciso nada para possuí-lo!
No caso de ser absolutamente incontornável o dado adquirido de contrair o crédito, de fugir aos seus tentáculos insidiosos, há que ser sensato. Lembre-se:
  1. Preciso, de facto, desesperadamente deste dinheiro;
  2. Vou ter de pagar dinheiro pelo dinheiro solicitado e assumir esse compromisso;
  3. Vou querer pagar o mínimo possível pelo dinheiro emprestado;
  4. Vou devolver o dinheiro, em suaves prestações, facilmente amortizáveis (na probabilidade pouco provável de receber algum prémio milionário ou se algum parente próximo ou remoto falecer e lhe deixar alguma considerável fortuna como herança);
  5. Vou devolver integralmente o dinheiro no seu justo valor, pois ele não é meu até o pagar na sua totalidade.
Ora, vamos a assuntos práticos:
  • Tenha sempre, mas sempre, em consideração a taxa de juro que apresenta, no momento, a instituição de crédito.
Deve comparar as TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) de vários bancos num mesmo período de tempo. Este é e será sempre o melhor indicador do custo total do crédito, com todas as despesas a ele associadas.
  • Deverá optar, evidentemente, por aquela instituição bancária onde a TAEG seja efetivamente menor;
  • Uma vez escolhida a instituição de crédito, deve, de um leque de opções, escolher a que mais lhe convém:
a) Taxa fixa durante toda a duração do contrato;
b) Taxa variável indexada à Euribor, onde as oscilações do mercado financeiro europeu são variáveis determinantes.
  • Tenha atenção ao “Cross-selling”! Isto é, tenha em atenção o facto de, ao conseguir a concessão do crédito pretendido, se não lhe “impingem” outros produtos bancários não solicitados, tais como cartões de crédito, que o encareçam e tornem mais dispendioso.
Por vezes, serve para obter um financiamento mais vantajoso, pela aquisição de outros serviços, mas nem sempre é assim.
Centre-se nos seus reais objetivos: necessito, mesmo, destes novos produtos? Serão obrigatórios? A sua subscrição é uma mais valia? Torna a taxa de juro do crédito mais baixa ou mais onerosa?
Os bancos possuem estratégias bem delineadas e muito bem definidas, orquestradas e concertadas como essenciais no pagamento do seu crédito pessoal, que muito penalizam o cliente consumidor, a bem das políticas bancárias para lucrar com a situação de quem solicita e “usufrui” de um crédito.
A resposta é: faça as contas e tire as suas próprias conclusões.
Não será apenas uma estratégia de promoção e lógica profissional do amável, dedicado, paciente, zeloso e “desinteressado” funcionário bancário das boas práticas levadas a cabo pela instituição que lhe credita o salário?
Basicamente, deve imperar a lei da desconfiança cordial, para não lhe “enfiarem o Rossio na Betesga”, para não lhe “enfiarem o barrete” nesta questão tão sensível do crédito.
  • Atenção às comissões e encargos cobrados pelo banco! Eles encarecem substancialmente o seu crédito pessoal e o cliente terá, obviamente, alguma dificuldade em compreender a densa e barroca arrazoada linguagem bancária. É que a linguagem “técnica”, longe da objetividade transparente que se pretende no mundo económico-financeiro, perde-se em designações dúbias, férteis em equívocos da sua real funcionalidade.
Uma última recomendação já referida aqui, anteriormente, mas que nunca se deve esbater dos nossos pensamentos: “at last, but not the least!” Não se distraia no brilhante, superficial e mundano mundo bancário. O que realmente interessa é o custo global do seu dinheiro, sim, essa soma em débito que emagrece o seu bolso (ou a sua bolsa) nas prestações mensais do empréstimo que lhe foi concedido.
O ”G” de global é a letra determinante na palavra-chave: TAEG!
Gostou do nosso artigo? Partilhe sff

LER TAMBÉM  As árvores de Natal mais caras do mundo
3

Sem comentários

Deixe o seu comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.