Crédito Para Férias

Crédito Para Férias

Crédito Para Férias“Faça férias connosco!” equivale, seguramente, a ouvir alguém dizer:
“’Vem por aqui’ – dizem-me alguns com olhos doces”…
Atendendo ao terrível índice de endividamento dos portugueses, é quase um crime de lesa-majestade alguém (uma qualquer entidade de crédito) fazer este tipo de sugestivo convite. Já se fez, agora já não se faz! Aliás, evita-se!
Como é que os bancos tratam da situação? Manifestam o seu desacordo ou fazem desvantajosas e proibitivas propostas:
  • as instituições financeiras cobram taxas de juro altíssimas, que podem mesmo superar os 20%: pagam-se comissões de abertura do processo, imposto de selo e seguros, aumentando exponencialmente o preço total da viagem.
Cientes disso, há até algumas agências de viagem que suportam custos e oferecem financiamento sem juros, ou seja, o cliente poderá optar por pagar a viagem a prestações. (Geralmente, o cliente paga uma entrada e paga prestações ao longo de vários meses … sem juros adicionais).
Parece altamente vantajoso? Contudo, apesar de financiar a 100% e ter um período de pagamento alargado, tal torna a modalidade ainda mais cara do que o oferecido pela banca, pois a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) é superior a 20%!
A banca salvaguarda a sua posição: o cliente já é consumidor de outros créditos, como habitação e automóvel, eis que apresenta uma proposta de crédito para férias! Corre, obviamente, o risco de se sobreendividar…
A melhor escolha é aquela que contempla a TAEG mais baixa e sem condicionalismos, como o valor do ordenado.
  • Os funcionários das instituições de crédito devem esclarecer, para além da TAEG, sobre os seguros e comissões do processo;
  • A obrigatoriedade do cliente contratar seguros não deve invalidar a hipótese do cliente escolher a seguradora que lhe pareça mais adequada: não deve ser obrigado a contratar uma seguradora com parceria com o banco.
Caso pretenda fazer mesmo aquela viagem de sonho e acreditar que chegou o momento ideal para o fazer, mesmo sem liquidez suficiente:
  • Pesquise promoções em bancos ou em agências de viagens;
  • Compare TAEG´s de diferentes propostas de crédito. Utilize os simuladores online;
  • Avalie se o produto (a viagem), na agência de viagens, apesar de ter 0% de juros, não está mais caro do que na concorrência e se está a cumprir todos os encargos da sua incumbência, como as formalidades da viagem;
  • Conseguirá sempre uma taxa de juro mais baixa, se tiver contratado outros produtos no seu banco e do seu património financeiro…
Talvez que as instituições de crédito, ao lançarem tamanhas taxas de juro, estejam a colocar a fasquia muito alta. Porquê?
  • Talvez que, de facto, como é dever da prudência queiram fazer refletir o consumidor “consumido” e porque: “mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.”
  • Talvez, ainda com José Régio: “Não sei por onde vou, / Não sei para onde vou, / -Sei que não vou por aí!”
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