Comprar Diretamente aos Bancos

Comprar Diretamente aos Bancos É Uma Boa Solução?

Comprar Diretamente aos BancosComprar e vender envolve sempre risco. Isto, porque envolve múltiplos e variados fatores: pela lisura de quem vende; pela liquidez de quem compra; pela manutenção da transparência do processo em si; pelas expetativas criadas à volta de um produto; pelos ganhos finais; pela capacidade financeira de cumprir os objetivos propostos e estabelecidos em sede de contrato;…
Atendendo ao desenfreado recurso ao crédito que se registou nos últimos anos, é recorrente a situação do devedor incumpridor da sua prestação do empréstimo contraído. É aconselhável evitar o crédito ou, caso se recorra a ele, ter consciência absoluta do seu integral pagamento, nos prazos estipulado, apesar das variáveis que afetam a sociedade: desemprego; divórcio; doença …
Em situação de incumprimento, o Banco de Portugal coloca o devedor na “lista negra”, isto é, o indivíduo não pode contrair mais créditos. O Banco de Portugal tem informações centralizadas sobre cada pessoa particular, o que permite obter informações sobre a sua situação económica e se sobre si recaem créditos e incumprimentos. O Banco de Portugal tem como objetivo supervisionar as instituições de crédito e as sociedades financeiras. Visa aumentar a confiança entre os clientes e as entidades financeiras, regulando estas relações. É uma forma de proteger a instituição de crédito e o próprio particular, evitando, em casos de não pagamento de créditos, que entre em insolvência singular.
Pelas razões acima citadas, as entidades de crédito consultam os registos do Banco de Portugal sobre o cliente, na iminência de este contrair um empréstimo…
Quando o devedor se vê absolutamente incapaz de respeitar o contrato celebrado, poderá ver o seu nome inscrito no livro negro do crédito, podendo vir a ter graves problemas com esta situação, sendo, mesmo, impedido de contrair mais empréstimos, caso esse não tenha sido efetiva e definitivamente liquidado.
Assim, aquando da assinatura de um contrato – e nunca é demais reforçá-lo – é fundamental a consciência de que esse é um vínculo, geralmente, de alguma duração. É necessário discernimento para escolher a entidade de crédito mais conveniente para o caso concreto. Que regras tem? Quais são as condições obrigatórias estipuladas? Se mudar de instituição bancária conseguirá adquirir o empréstimo mais facilmente?
  • E se recorrer a empresas privadas? Os problemas bancários esbatem-se, na prestação deste tipo de serviço, não tem qualquer tipo de influência os problemas bancários contraídos anteriormente…
  • Poderá recorrer-se a um empréstimo privado, de um particular, se se tem antecedentes de incumprimento de um crédito. Contudo, esta opção não oferece muitas garantias de segurança, há que avaliar a credibilidade do credor, há que confiar nele. Podemos encontrar essas ofertas em jornais e / ou classificados.
O mais seguro e mais viável é entrar em contacto com consultoras de crédito especializadas nesta matéria. Estas, ao fazerem um estudo sobre o estado económico e financeiro do cliente em questão, saberão indicar qual a melhor opção de contrair um crédito, qual o banco mais indicado para um caso específico.
Num outro caso que não a “compra” de dinheiro, o crédito, há a compra aos bancos de vários dos seus produtos financeiros, tais como as obrigações.
No caso do Banco ser estrangeiro, as obrigações devem voltar para a moeda desse país. No caso de falência do sistema monetário do euro, as moedas dos países economicamente mais fortes valorizarão; as dos países menos desenvolvidos economicamente desvalorizarão, sendo o escudo português uma delas.
Há muitos bancos que disponibilizam plataforma para comprar obrigações via internet. Contudo, podemos contactar essas instituições de crédito através da ida a um centro de investimento ou por telefone. Há que verificar a viabilidade da compra, atendendo às comissões de compra, à flexibilidade do valor do investimento e, claro, ao preço de compra. Por vezes, os bancos fornecem ficheiros Excel que simulam os fluxos de caixa, com cálculo de comissões e valores brutos e líquidos.
Muito importante, convém que se conheça as condições de resgate das obrigações, ou seja, a sua facilidade de venda. Também é importante compreender o ciclo de vida das obrigações para melhor decidir: vender ou investir nas obrigações até à sua maturidade.
Para investir em obrigações até à maturidade pode calcular-se quanto se vai ganhar na data de subscrição, se a tributação não se alterar e se não houver incumprimentos.
Claro que há impostos aplicados às comissões: de compra, o imposto de selo; sobre juros, com IVA a 23%; de resgate, com IVA a 23% e custódia, com IVA, a 23%.
Os juros estão sujeitos à taxa liberatória e as mais valias acima de determinado valor estão sujeitas a IRS do ano de maturidade ou venda. É importante compreender e estar devidamente informado sobre o mecanismo da tributação para percecionar qual é, de facto, o lucro efetivo.
A verificar as diferentes abordagens dos bancos: se têm obrigações com uma determinada cotação, de preço garantido, fixo, ou se estão dependentes das oscilações do mercado.
Como em tudo na vida, há que procurar os peritos na matéria, as entidades bancárias, comparar e … decidir-se ou não pela aquisição.
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