Caridade: a cultura de doar dinheiro e as finanças pessoais

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caridadeA maioria de nós nasceu em lares católicos onde desde crianças nos foi incutido o conceito religioso da “caridade”. Num sentido mais restrito, caridade significa amor desinteressado pelos outros. Mas no sentido católico e mais geral significa dar dinheiro a quem é ou parece menos afortunado.

Falo também sobre a visão católica porque inevitavelmente temos um sentimento de culpa ou de vergonha quando não fazemos doações. Seríamos mal vistos pelos outros se nos negássemos a arredondar a conta do supermercado ou a doar alimentos para o banco alimentar contra a fome.

Mas falando financeiramente, será que é inteligente dar dinheiro a alguém que nem sequer conhecemos por uma questão cultural, religiosa, ou simplesmente porque nos dá um aperto no coração ver certas situações? A resposta como se pode imaginar não é de resposta fácil. Mas será sempre bom saber como actuar nestes casos e ter a nossa própria política.

Infelizmente vivemos num país cheio de “chico espertos” e onde enganar o próximo é motivo de orgulho. Isto significa que muitos dos mendigos que vemos são pessoas que ganham “algum dinheiro” com esta “actividade”, e que não estarão tão “necessitados” como aparentam. O problema é saber separar quem realmente precisa, de quem não necessita deste tipo de apoio.

Eu sou da opinião que a generosidade trás consigo a abundância, pelo que tento escolher o melhor possível a quem dou alguma coisa. Não há qualquer fórmula infalível para saber a quem devemos dar dinheiro, a menos que conheçamos a pessoa em causa, pelo que cada um terá de fazer o que a sua consciência lhe disser.

Há sempre a possibilidade de estar a ser enganado. No entanto, não fico a pensar muito no assunto. Acho que é tudo uma questão de “karma”, pois se nos estiverem a enganar, penso que mais tarde irão sentir os efeitos do seu “karma negativo”. Pessoalmente considero que é mais fácil e correcto fazer o que considero ser o mais certo, do que estar a pensar se alguém me está a enganar ou não.

Apesar de tudo, nunca deixo que qualquer acto de caridade afecte a minhas finanças pessoais. Quem nunca ouviu alguma vez uma história de alguém que deu dinheiro a alguém que não necessitava, quando ele próprio passava necessidades? Há que saber quando e se podemos dar…

De qualquer das formas, penso que as ofertas em dinheiro devem ser pensadas, planeadas (quando são valores maiores) e não dar apenas por uma questão de hábito.

Muitas vezes será melhor doar outro tipo de coisas, como por exemplo tempo, roupa, sangue, medicamentos, etc. Sempre que posso dou em géneros. E você como faz?

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