Levantamento de depósitos dos bancos

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bancosUma das formas de conhecer objectivamente a realidade da confiança na economia de um determinado país, área monetária ou região está em saber os movimentos de dinheiro registados nas suas entidades financeiras.

A este respeito o pior indício costuma ser o que se chama “fuga de capitais”, que consiste na saída de dinheiro da zona, seja de forma legal ou ilegal. É uma certeza que a zona euro foi tremendamente castigada pela chamada crise da devida soberana, sendo os dados do Banco Central Europeu desde Janeiro até agora elucidativos:

Desde essa data que foram registados em vários países levantamentos de depósitos de valores superiores em alguns casos a 10% do valor total. A sólida (em teoria) Grã-Bretanha regista esse número. Desta forma, o sector bancário europeu não só enfrenta o aumento da morosidade, como também que deve fazer frente a volumes de liquidez menores pelo simples facto de que dispõe de menos fundos que são levantados pelos clientes. Ambas as situações se combinam para agravar a restrição do crédito a nível europeu.

Uma parte da explicação também reside no facto de que os principais fundos de investimento norte-americanos decidiram, perante a incerteza, reduzir a parte dedicada aos investimentos na Europa. Esta situação é única e simplesmente atribuída ao medo de não conhecerem as perspectivas económicas da zona euro, embora a distribuição das incertezas pelos países seja muito variada e até mesmo nos Estados Unidos não se pode dizer que estarão muito melhor (basta ver a evolução do dólar).

Há que ter, no entanto, algum cuidado nesta análise, uma vez que com os resgates a Portugal, Irlanda e Grécia, houve transferências massivas de capitais, o que praticamente compensou as retiradas de capitais privados, pelo que os dados podem ser enganadores. Como exemplo, poderíamos mesmo entender que a banca grega estaria melhor do que a francesa, o que é completamente falso.

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