Devem-se deixar cair os bancos em dificuldades financeiras?

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bancosNuma entrevista ao Financial Times, a nova presidente do conselho supervisor do mecanismo único de supervisão do Banco Central Europeu (BCE), Daniel Nouy, afirmou haver a possibilidade de se deixar cair os bancos em dificuldades financeiras, algo que muitos de nós já andamos a afirmar há alguns anos.

Não é a primeira vez que um regulador ou um político utilizou as temidas palavras ‘deixar cair’. Vamos continuar a aguardar. No entanto, quando alguém vem à praça pública pedir que se deixe cair as entidades financeiras, aparecem imediatamente os críticos que dão como exemplo o desastre causado pelo Lehman Brothers, quando este banco de investimento caiu. Mas a minha resposta é sempre a mesma. O problema com o Lehman Brothers não foi dever ter sido resgatado. O problema do Lehman Brothers foi não se ter deixado cair da forma mais correcta, uma vez que existem formas correctas e menos correctas para se deixar cair bancos e instituições financeiras.

Sempre existiu o receio de se deixar cair alguns bancos com o argumento de que são ‘too big to fail‘ (demasiado grandes para cair), mas nenhuma entidade deveria ser assim designada, pois agora esta garantia oculta estendeu-se a quase todas as entidades financeiras. Basta apenas ter banco no respectivo nome para que todos entrem em pânico quando surgem problemas, exigindo o dinheiro dos contribuintes para a salvação dessas instituições.

Penso ser positivo que a senhora Nouy esteja aberta à possibilidade de se deixar cair os bancos em dificuldades, mas na sua resposta a esta questão em particular, e apesar de ter aceite o facto, não o fez de uma forma convincente. Ainda falta percorrer algum caminho até que os reguladores se convençam de que, se um banco não funcionar, deve-se deixá-lo cair como qualquer outra empresa dita normal. Deve-se, isso sim, é penalizar os directores que estiveram à frente dessas instituições e que com as suas decisões conduziram-nas em direcção ao abismo. Mas, e como já disse anteriormente, vamos continuar à espera… de preferência sentados…

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