Como tomar boas decisões financeiras

Detectámos que tem um Ad Blocker ativo.

As receitas provenientes da publicidade permitem-nos continuar a produzir artigos de qualidade. Considere desligar o Ad Blocker neste site. Obrigado pelo seu apoio.

boas decisões financeirasTomar boas decisões financeiras pode ser complicado. Não só devido à falta de educação financeira em geral, mas também devido a uma série de factores que nos confundem profundamente. É muito fácil perder-nos no que é certo ou errado, no que em termos de finanças pessoais diz respeito. Mas esta situação tem várias razões:

 

  1. O nosso comportamento responde a razões emocionais. No entanto, somos extremamente habilidosos a justificar as nossas acções (muitas vezes tomadas em “cima do joelho”) com argumentos “racionais”. Assim, a compra de uns sapatos de verniz que raramente irei usar transforma-se numa compra necessária porque: é o casamento de um primo e tenho de ter um calçado “apresentável”. Não me resta outra opção senão comprá-los.

 

  1. É muito fácil criticar os hábitos e as compras dos outros. O que para mim é indispensável, para outra pessoa pode ser um desperdício sem sentido e assim vamo-nos criticando uns aos outros constantemente. Se para mim viajar é importante, para a minha esposa o importante é comprar roupa, parecendo um desperdício o dinheiro que o outro gasta. Mas quem está afinal certo? Posso gastar demasiado dinheiro em comida, mas provavelmente outros saberão comprar fazer melhores compras do que eu. Eu tenho alguns seguros, mas outros poderão ver isso como um desperdício de dinheiro digno de milionário que “não sabe o que fazer ao dinheiro”.

 

  1. As nossas próprias prioridades mudam. Ontem era importante poupar para comprar casa, mas agora que já a tenho quase paga, o que é importante? Não temos o hábito de estruturar as nossas metas, de as escrever no papel e revê-las de vez em quando. Isso faz com que fiquemos com a ideia que determinada despesa é prioritária, quando poderá já não ser assim.

 

  1. O que é urgente não dá espaço para o que é importante. Se não gostamos de planear e de estruturar as nossas metas (não apenas as económicas, mas as da vida em geral), muito provavelmente iremos tornar-nos em bombeiros a apagar os fogos que estão constantemente a aparecer na nossa vida. Assim, quando tenho de pagar o seguro do carro e ainda a prestação da casa, “o correcto” é pagar. Ponto final. Apagar o fogo. O importante que é a educação dos filhos e a poupança para a reforma fica à espera…

 

  1. As ideias. Sim, as ideias de prosperidade, pobreza, êxito, fracasso da nossa família, e que nos são incutidas pela televisão e pelos meios de comunicação. Em muitos lugares do mundo a prosperidade é marcada pelas posses materiais, enquanto noutros lados isso medir-se-á pelo tempo livre para descansar. Estas ideias e conceitos que absorvemos desde pequenos influenciam directamente o que entendemos como certo ou errado.

 

Mas será que existe um certo e errado em termos financeiros, e independentemente destes 5 pontos? Obviamente que sim! E tem uma fórmula simples: se o que fizer ajudar a melhorar a sua qualidade de vida, então está certo. Se pelo contrário, as suas acções forem contra as suas necessidades (como por exemplo a compra dos sapatos de verniz que não são necessário), então está errado.

E quando digo “melhorar a sua qualidade de vida”, quero dizer passar da mera questão da sobrevivência do dia-a-dia para começar a viver verdadeiramente! E quando digo viver, também quero dizer com condições e de forma mais cómoda, segura e com mais bem-estar para si e para a sua família.

Assim, é possível medir a minhas acções: se comprar algo que me dá satisfação momentânea, mas a longo prazo não irá melhorar em nada a minha vida, então isso irá piorar a minha qualidade de vida. Não importam nem as justificações, nem as “razões” para comprar bens desnecessários. Não é bom. Ponto final.

Seja sincero consigo próprio e verifique se as suas acções melhoram a sua qualidade de vida (a longo e a curto prazo), e quais as acções que mesmo desfrutando delas, na realidade acabarão por piorar a sua qualidade de vida. Talvez este seja o melhor conselho que poderá utilizar como base para tomar boas decisões financeiras para si e para os seus.

Deixe o seu comentário

SUBSCREVER GRÁTIS

Subscreva a nossa lista de email e receba novos artigos e actualizações comodamente na sua caixa de email.