Como poupar em tempos de crise

| Setembro 13, 2012 | 1 Comentário

crise

De seguida vamos conhecer alguns truques que poderão ajudá-lo a poupar dinheiro todos os dias, para que no final do mês as suas finanças estejam um pouco mais aliviadas sem grandes esforços.

Vivemos tempos difíceis, muito difíceis, especialmente para as pessoas desempregadas, mas não só, pois actualmente quase todos estão a passar por dificuldades.

Quando o dinheiro começa a faltar e se não forem tomadas medidas imediatamente, a situação poderá ter consequências irreversíveis, não só para a própria pessoa, mas também para o resto da família. Para começar a enfrentar a situação não há outra alternativa senão começar a cortar nos gastos.

É preciso ter em conta que as nossas finanças pessoais, a nossa economia, depende de uma equação muito fácil de entender e composta por dois factores ou variáveis, os nossos rendimentos, na sua maioria na forma de salário (ou subsídio de desemprego), a que se subtrai o que gastamos. Realço aqui que será provavelmente mais importante o que gastamos do que o que ganhamos, uma vez que podemos controlar os gastos, sendo mais difícil controlar os rendimento. A nossa atitude e potencial de poupança é determinante e muito importante, pois por pouco que se consiga poupar diariamente, este valor elevado a longo prazo, já poderá representar uma quantia interessante. É o que podemos designar pela teoria da formiga.

Podemos entender melhor a situação com um exemplo simples: imaginemos uma família com dois membros, se cada um deles conseguir poupar um euro e meio por dia, num ano o valor poupado seria de 1095 euros, o que já não é um valor a menosprezar, e ao fim de 50 anos esse valor ascenderia já a 65.000 euros, o que já um valor simpático para ajudar na reforma.

Para começar a poupar, a primeira coisa a fazer é conhecer o que ganhamos e o que gastamos mensalmente. Devemos procurar por todas as facturas e despesas, e de seguida fazemos duas listas, uma com os rendimentos e a outra com os gastos. Depois fazemos a diferença, se o valor for negativo, significa que gastamos mais do que ganhamos, e se o valor for positivo, significa que temos mais rendimentos do que despesas, e nesse caso estamos no bom caminho.

Quando o saldo é negativo então as noticias são más, já que significa que não pagamos o que devemos ou então que nos estamos a endividar para pagar, dependendo a gravidade da situação, dos valores envolvidos e do tipo de dividas e despesas.

O mais grave serão os empréstimos a curto prazo ou que se vencem nos próximos dias, como por exemplo a prestação da casa, que se não forem pagos, colocarão o seu nome na lista negra dos bancos, o que torna mais difícil renegociar os empréstimos contratados, mudar os prazos, períodos de carência ou mesmo mudar para outra instituição bancária, para além das consequências legais, custos com advogados e todos os custos inerentes.

Assim, o mais importante é assumir o problema e procurar soluções. Uma vez reconhecido o problema, devemos começar a pensar em reduzir os gastos, que podemos fazer baixar até 45 % do seu valor.

Seguidamente vamos ver uma lista de serviços e produtos onde é possível poupar, e que na maioria dos casos é muito parecida à de 90% das famílias.

A maioria dos gastos familiares pode ser dividido assim: prestação da casa/aluguer, alimentação, seguros, condomínio, empréstimos pessoais, combustível/transportes, telefone, electricidade, água, gás, calçado e roupa, despesas pessoais.

 

Poupar na prestação da casa

  • Cada caso é um caso que deve ser estudado com o máximo cuidado, mas se começar a pensar em renegociar o sem empréstimo ou mesmo mudar para outra entidade bancária, deve ter em consideração diversos pontos, uma vez que uma eventual redução da prestação mensal pode ter como contrapartida um aumento dos juros pagos. Já o facto de se mudar o empréstimo para outra entidade bancária pode ter penalizações, que muitas vezes ainda têm um valor ainda significativo.
  • Estude a possibilidade de passar de uma prestação do tipo variável para uma de valor fixo (quando os juros se alteram, muda o período do empréstimo).
  • Pedir um período de carência do pagamento da prestação por um período de tempo estabelecido ou acordado.
  • Tentar renegociar a mesma com o banco, tanto em tempo, prazos e valor da prestação.
  • Procurar e analisar as vantagens oferecidas por outras entidades.

 

Seguros

  • Procurar e comparar diferentes ofertas na Internet, e se encontrar melhores alternativas e mais baratas, mude de companhia.
  • Renegocie os valores pagos.
  • Dê baixa ou suspenda os seguros de saúde.
  • Evite a duplicação de seguros, pois por vezes há seguros que cobrem os mesmos riscos.
  • Segure apenas o essencial e evite coberturas que não trazem vantagens e só encarecem o seguro.
  • Pague integralmente o valor do seguro. É possível pagar o seguro fraccionadamente, mas se a companhia cobrar mais por isso, deve pagar tudo de uma vez.
  • Evite as franquias opcionais.
  • Ligue às companhias low cost.
  • Aproveite as promoções. Se for sócio de um clube ou associação poderá ter melhores condições nos seguros.
  • Fale com as seguradoras e verifique se é mais barato ter um pacote com todos os seguros.
  • Recorra a mediadores de seguros que lhe poderão apresentar várias propostas de diferentes companhias de seguros.
  • Preste declarações com exactidão. As falsas declarações poderão acarretar-lhe problemas e custos acrescidos no futuro.

 

Gasolina/Transporte

  • Verifique a pressão dos pneus.
  • Não faça acelerações desnecessárias.
  • Conduza sempre que possível nas mudanças mais altas.
  • Abasteça nas bombas de marca branca dos supermercados.
  • Pesquise na internet pelas bombas mais baratas perto de si.
  • Encha o depósito pela metade. Quanto mais cheio estiver, mais gasta.
  • Partilhe o veículo e divida as despesas.
  • Procure as melhores ofertas e cartões de fidelização.
  • Evite engarrafamentos e horas de ponta.
  • Tente utilizar os transportes públicos sempre que possível.

 

Condomínio

  • Se for possível e necessário, peça um adiamento no pagamento do condomínio.
  • Tentar evitar as obras imediatas que precisem de algum valor adicional dos condóminos para a sua realização.

 

Empréstimos pessoais

  • Se tiver algum empréstimo, tente renegociar as prestações do mesmo e as taxas de juro com o banco. Provavelmente estes serão os empréstimos com mais juros e que mais diferença faz nas contas do mês, pelo que deverão ter uma especial atenção, pois quanto mais se tardar em pagar, maior será a divida e a taxa de juro aplicada pelo banco.

 

Telecomunicações

  • Pesquise um pouco sobre as ofertas das várias empresas de telecomunicações e quais são os tarifários melhores e mais adequados para si e para a sua família.
  • Os telemóveis usados por toda a família devem pertencer ao mesmo operador de telemóveis porque assim as comunicações entre todos serão mais baratas.
  • Tente fazer chamadas nos períodos em que os preços são mais baratos.
  • Defina um valor máximo de gastos todas as semanas e controle os valores para não ultrapassar o limite.
  • Utilize programas freeware para fazer chamadas por internet, como por exemplo o Skype.
  • Utilize programas de chat gratuitos para comunicar com os amigos. O próprio Facebook tem um sistema de chat que pode usar para esse efeito.

 

Alimentação

  • Compre marcas brancas.
  • Compare preços entre os supermercados e os pequenos comércios. Nem sempre os grandes supermercados são mais baratos, por vezes os pequenos comércios podem ter preços competitivos, para além de ficarem mais perto de si e evitar assim gastos com as deslocações.
  • Tenha atenção às promoções.
  • Adira aos cartões de fidelização dos supermercados que lhe irão permitir obter descontos.
  • Compre produtos da época.
  • Compre poucas quantidades.
  • Leve sempre a lista de compras.
  • Leve dinheiro vivo no valor do que irá gastar.
  • Não utilize cartões de crédito nem de débito.
  • Se for possível, não leve os seus filhos, pois como é sabido acabam sempre por pedir mais alguma coisa.
  • Não vá às compras com fome ou com sede.
  • Não vá às compras em momentos de euforia ou de tristeza.

 

Gastos do lar

  • Procure e compare ofertas e preços.
  • Utilize lâmpadas de baixo consumo.
  • Utilize as máquinas de lavar roupa e louça apenas quando estão totalmente cheias. Utilize os programas de água fria.
  • Não deixe os electrodomésticos em standby. Desligue no botão ou na ficha.
  • Tome duche e não banho.
  • Feche sempre a torneira, quando se está a ensaboar, a fazer a barba ou a lavar os dentes.
  • Utilize redutores de pressão e de consumo nas torneiras.
  • Utilize a panela de pressão.
  • Use electrodomésticos de classe A.

 

Calçado e roupa

  • Compare sempre os preços.
  • Compre quando há saldos, promoções ou em outlets.
  • Faça uma lista do necessário para a próxima estação e espere pelos saldos para comprar.
  • Não faça compras em estados de ânimo de euforia ou de depressão.

 

Despesas pessoais

  • Pessoalmente não sou totalmente partidário de deixar de fumar em épocas de ansiedade, pelo que o gasto em tabaco, não o deixaria, tentaria era reduzir ao máximo, mas se conseguir deixar esse vício de lado, melhor para si.
  • Não tome o pequeno almoço no café ou no bar.
  • Leve sempre consigo uma garrafa de água e tenha outra no carro.
  • Não caia nas tentações diárias de comprar doces, pastilhas elásticas, etc.
  • Reduza ao máximo as saídas para comer fora.

E você? Que conselhos quer partilhar connosco sobre formas de poupar em tempos de crise?

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Categoria: Conselhos

Comentários (1)

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  1. Duarte Oliveira Joaquim diz:

    na minha opinião a melhor maneira de poupar é na natalidade, ou seja, ter poucos filhos ou mesmo nenhum, poupa-se logo muito dinheiro.. se eu tiver ke viver de migalhas vivo, mas vivo à minha maneira, ou seja, não contribuindo pra natalidade.. nós como povo não devemos exigir migalhas, enkuanto outros (sobretudo governantes e empresários) têm uma vida melhor, mas sim ou tudo ou nada

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