A importância de poupar. Poupar ajuda a felicidade

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pouparA importância de poupar, especialmente em tempos de recessão económica ou de crise aumenta exponencialmente. Poupar é sempre importante e agora ainda mais, uma vez que uma economia doméstica que se ajusta consoante os nossos ganhos dá-nos uma sensação de maior tranquilidade. Numa situação de crise, o crédito é mais difícil de obter, pelo que se surgir algum imprevisto e não tivermos nenhum dinheiro de “reserva”, poderemos ter graves problemas a enfrentar.

Se precisarmos de adquirir por exemplo um electrodoméstico, um carro ou fazer face a qualquer imprevisto (multas, desemprego, etc.), obter financiamento, além de ser um custo acrescido, poderá ser um problema perante as entidades financeiras, além de enfrentarmos ainda um maior stress, prejudicando a nossa saúde.

As razões que podemos encontrar para poupar são muitas, mas por vezes esquecemos uma das mais importantes, a tranquilidade e a felicidade. Poderá parecer algo estranho este argumento, mas qual é verdadeiramente a importância da poupança no que diz respeito à felicidade? Em princípio, poupar não é razão para nos fazer mais felizes, mas se tivermos capacidade para poupar dinheiro, o nosso nível de stress e as preocupações diminuem consideravelmente, e consequentemente a poupança irá ser uma razão para que os nossos níveis de felicidade não diminuam.

Muitos dos conflitos familiares têm raízes em problemas económicos que frequentemente terminam em ruptura da família. Ter um “colchão” financeiro para imprevistos sempre nos dá alguma tranquilidade e evita conflitos.

Não quer dizer que devemos ser poupadores compulsivos, já que isso de certa forma conduz também à infelicidade. Se apenas pensarmos em poupar dinheiro e não gastarmos nada, tornando isso numa obsessão e não usufruindo de momentos de prazer e de ócio, iremos conduzir a nossa vida na direcção contrária à felicidade.

A poupança de que falamos é uma poupança sem grandes obsessões nem pretensões, tratando-se apenas de poupar um pouco todos os meses para não termos de viver dependentes do saldo da nossa conta bancária, nem que qualquer imprevisto se torne em algo dramático.

Exemplos existem muitos, mas se chegamos normalmente ao dia 20 de cada mês e já estamos com a conta a vermelho e chegando ao dia 23 se estragar a máquina de lavar roupa, isso será um grande problema. Ou se tivermos de pagar o seguro do carro e o banco devolve o recibo por falta de saldo. Exemplos são muitos e certamente que a maioria de nós já passou por alguma situação semelhante e saberá exactamente do que estamos a falar.

Este tipo de situações produz um grande stress e são fonte de conflitos familiares.

Muitas dessas situações podem ser evitadas se a família tiver um plano de poupança definido. Esta poupança irá permitir planear e racionalizar os gastos para podermos chegar ao dia 30 do mês (em vez do dia 20) e permite-nos poupar um pequeno valor para os gastos extras (seguros, férias, etc.) e imprevistos (multas, impostos, etc.).

Muitas pessoas pensam simplesmente que é impossível poupar. Neste caso, podemos fazer uma pequena reflexão: “se devido à crise a sua empresa lhe baixasse o salário em 50%, seria capaz de sobreviver?” A resposta a esta questão seria provavelmente positiva, porque temos de nos ajustar ao que ganhamos. Então se pode viver com menos 5% de vencimento, também pode poupar os tais 5% para uma conta poupança.

A poupança, em muitos casos, pode ser feita através de pequenos gestos e rotinas. Continue a seguir-nos para conhecer todos os conselhos que lhe podemos dar a esse respeito.

Será importante recordar que se planearmos fazer uma poupança em relação à economia familiar, devemos ter a participação activa de todos os membros da família, pois é a única forma de remar na mesma direcção. Assim se estabelecermos hábitos para poupar electricidade, poupar nas comprar, e outros, esses hábitos devem ser partilhados por todos, caso contrário torna-se num esforço inglório.

Para terminar, vamos dar um pequeno exemplo. Se formos capazes de poupar 50 euros todos os meses durante 30 anos e o a poupança for remunerada com juros de 3% (muitas contas bancárias pagam facilmente essa taxa), passados 30 anos essa pessoa terá na conta 29.136 euros. Se o rendimento for de 5% (títulos do tesouro), após 30 anos a sua poupança irá ser de 41.612 euros. Tudo isso apenas poupando 50 euros todos os meses. Se ensinarmos uma criança a poupar, quando chegar à idade da sua independência, já poderá ter poupado um valor bastante mais do que razoável para começar a sua vida sem a ajuda dos pais.

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